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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Pasolini (René de Ceccatty)














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A vida de Pier Paolo Pasolini (1922-1975), um dos principais cineastas italianos de todos os tempos, poeta, dramaturgo, teórico da arte e da literatura, desenvolveu-se como um drama trágico. Homossexual assumido, artista polêmico, pagou caro por sua coragem: escândalos, processos e, por último, numa noite de novembro há mais de quarenta anos, foi vítima de um assassinato brutal e misterioso, em uma praia da cidadezinha italiana de Óstia. Filho primogênito de uma professora do ensino fundamental e de um militar de carreira, Pasolini nasceu em Bolonha no dia 5 de março de 1922. Graduou-se em literatura pela Universidade de Bologna em 1939 e desenvolveu uma produtiva atividade literária escrevendo poemas, romances, ensaios e artigos para jornais. Dirigiu seu primeiro filme em 1961, "Accatone", que conta as desventuras de um cafetão em Roma. No ano seguinte, lançou "Mamma Roma", que narra a história de uma prostituta e é hoje considerado um clássico do cinema italiano. Em 1964 Pasolini lançou aquela que seria considerada sua obra-prima como cineasta: "O Evangelho Segundo São Mateus", em que retrata a vida de Jesus. Seus filmes posteriores revelaram toda a sua sensibilidade e delicadeza; alguns deles abordam também temas clássicos e antigos como por exemplo, "Medéia", em 1969, com Maria Callas. Seu último e mais provocador filme foi "Saló" ou "Os 120 dias de Sodoma" (1975), onde Pasolini adaptou livremente uma obra de conteúdo semelhante do Marquês de Sade ("Les 120 journées de Sodome" or "L'école du libertinage") ambientando-a durante o curto período de existência da República fascista de "Saló", estado fantoche da Alemanha nazista. O resultado é um arrebatador conjunto de imagens, sendo um filme forte e controverso ainda nos dias de hoje, décadas depois de sua realização. O diretor filmou ainda "Decameron" (1970), "Contos de Canterbury" (1973), que recebeu o Urso de Ouro do Festival de Berlim, e "As Mil e Uma Noites" (1974).






















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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Café com Lucian Freud (Geordie Greig)











Fotografia: David Dawson






Lucian Freud, neto do criador da psicanálise, é o mais famoso pintor inglês do século XX e seus retratos realistas e perturbadores são instantaneamente reconhecidos. Em uma biografia desconcertante, o leitor tem acesso pela primeira vez aos detalhes da peculiar vida de um dos maiores artistas de nosso tempo. Lucian proibiu a publicação de duas biografias autorizadas, mas permitiu que Geordie Greig — jornalista inglês, editor do Mail on Sunday — o encontrasse durante os últimos dez anos de sua vida no lendário Clarke’s, restaurante de Notting Hill, onde Lucian recebia os amigos e fazia quase todas as refeições. Aos poucos, eles desenvolveram uma forte amizade; Greig publicou algumas reportagens sobre Lucian em jornais e revistas e, após a morte do pintor, em 2011, começou a organizar o material gravado para escrever este livro. Greig proporciona um relato preciso e revelador de um artista que viveu sob suas próprias regras: nunca se rendeu a modismos estéticos, teve pelo menos 14 filhos, dois casamentos, inúmeras mulheres, sofreu com dívidas de jogo e era extremamente cético quanto à psicanálise. Além da profunda convivência, o autor entrevistou amigos, amantes e até alguns filhos de Freud, que nunca haviam falado publicamente sobre a relação com o pintor. A combinação de todas essas informações faz de "Café com Lucian Freud" um livro extremamente interessante, não apenas por seu caráter intimista, mas por retratar a personalidade genial que deixou como legado uma obra única e eterna, em tempos de imponderável renovação.



















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