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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Bette Davis (Charles Higham)



















Existem atrizes e existem estrelas, um pequeno grupo que atinge dimensões maiores  que a da vida real, que possui a aura verdadeiramente mágica que, na tela e fora dela, é elevado a um nível superior ao dos simples mortais.  Bette Davis é uma estrela. Ergueu-se ao pináculo da fama no auge do sistema de estúdios  cinematográficos de Hollywood – um sistema que promovia  e controlava totalmente suas criaturas; que lhes dava tudo, porém  exigia tudo em troca. Corajosa e inteligente, Bette, processada judicialmente por seu estúdio, travou uma luta pioneira para ganhar o controle de seu próprio destino. Perdeu uma batalha mais insistiu até ganhar a guerra. Charles Higham pintou com extremo cuidado  e simpatia um retrato fascinante de uma mulher que se elevou muito acima da mediocridade de seus primeiros papéis, para resistir e dominar. Uma mulher que possuia intrepidez e que, através de sua história, nos proporciona um amplo e espetacular panorama dos grandes dias de Hollywood.




*Seu papel mais celebrado por crítica e público foi no filme "A Malvada" de 1950. O infame título em português  de "All About Eve" sugere erroneamente que a malvada em questão é interpretada por Bette que se celebrizou fazendo mulheres de gênio ruim, intempestivas ou mimadas. Sua personagem Margo Channing, que ainda hoje inspira atrizes na construção de personagens, é a vítima de Eve, antagonista vivida pela atriz Anne Baxter. O filme, que foi o melhor no Oscar de 1951, traz ainda Marilyn Monroe fazendo a senhora Caswell, um marco na carreira dela. Ela participa de uma festa na casa de Margo Channing, levada pelo crítico teatral Addison De Witt, uma atuação magistral do ator George Sanders, que trata de desmascarar Eve. Embora não tenha conquistado Oscar pelo papel de Margo, Bette Davis consegue dar veracidade assustadora a uma diva, atraindo as atenções em qualquer aparição em cena, fazendo caras e bocas, e arqueando as sombrancelhas como ninguém. O mundo de aplausos falsos, vaidades inflamadas, egos feridos, em meio ao luxo, poder e glória, enriquecido com diálogos sagazes e interpretações magistrais torna "A Malvada", um filme imperdível.










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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O Livro de Jack (Barry Gifford, Lawrence Lee)
















Os autores desta biografia oral de Jack Kerouac (1922-1969) cruzaram os Estados Unidos durante três anos entrevistando 'pessoas que Jack conhecia, amava e odiava', para compor este documento histórico e literário sobre a geração beat e um de seus ícones por excelência. Barry Gifford e Lawrence Lee saíram a campo como quem segue 'os procedimentos de canonização da Igreja Católica'. A conversação começa com seus amigos de infância e adolescência, companheiros que ele converteria em personagens da novela fantástica Doctor Sax, bem como uma quase namoradinha. Mary Carney, que viria a protagonizar o romance Maggie Cassidy. Mas a pedra-de-toque são os valiosos depoimentos do 'núcleo duro' da beat generation como Allen Ginsberg, William Burroughs, Lucien Carr, John Clellon Holmes, Herbert Huncke e outros que viriam somar-se ao movimento, como Carl Solomon, Gregory Corso e Gary Snyder, para citar alguns, organizando um vívido painel de época em que se movem estes 'andarilhos melvilleanos' (Ginsberg), com sua queda pelo submundo e pelo uso de drogas para fins recreacionais. Misto de biografia e 'enorme conversa transcontinental', 'O Livro de Jack' acompanha seu protagonista em sua trajetória obstinada em busca de uma prosa afinada com o jazz bop, enquanto abria mão de uma carreira esportiva como jogador de rúgbi e entrava e saía - de imediato - de múltiplos empregos, tanto quanto de casamentos breves. Quando a América entrou na 2ª Grande Guerra, Kerouac engajou-se na Marinha Mercante como cozinheiro, a bordo do S.S. Dorchester, e quase virou uma baixa quando os alemães puseram seu navio a pique. Também se alistou no corpo de Fuzileiros, mas acabou dispensado por insubordinação; atirou seu rifle ao chão durante um exercício, e abandonou o quartel. No final de 1945, um personagem fundamental junta-se à vida boêmia dos camaradas beat; Neal Cassady, 'o belo ladrão de carros', 'o marginal de reformatório com talento poético', o andarilho pansexual que lia muita filosofia, e que cativou praticamente a todos, exceto a William Burroughs, que viu nele apenas um sociopata com tendências suicidas. Ginsberg teve um caso amoroso com Cassady, a quem chegou a propor uma união monogâmica, ou, pelo menos, que vivessem juntos com uma mulher de quem ambos gostassem, projeto que nunca se concretizou. No entanto, a segunda esposa de Neal, Carolyn, chegaria a encontrá-lo na cama com Allen Ginsberg e Luanne Henderson, a primeira ex-esposa de Cassady.










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