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Coleção Grandes Pintores Brasileiros
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Tomie Ohtake (Ana Paula Cavalcanti Simioni)
Sem título (2012)
Figura-chave da pintura brasileira, especialmente no diálogo com a cultura oriental,
Tomie Ohtake
nasceu em 1913 em Kyoto, no Japão, e vive em São Paulo desde 1936. Começou sua carreira tardiamente, nos anos 1950, e em quase seis décadas estabeleceu-se como uma das principais representantes do Abstracionismo Informal, utilizando elementos circulares e distribuindo tintas e cores de forma homogênea, orgânica. Tomie conseguiu diferenciar-se ao criar um repertório visual que, partindo da gestualidade caligráfica japonesa, resultou em uma pintura elegante e refinada. Algumas de suas obras recentes, compostas pela sobreposição de manchas justapostas, alcançam um efeito surpreendente: parecem imagens do espaço sideral.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Pedro Américo (Elaine Dias)
Autorretrato de Pedro Américo
na pintura
Batalha do Avaí (soldado com número
33 no quepe) - 1877
Ao retratar membros da corte ou personagens da história universal,
Pedro Américo
(1843-1905) compunha suas telas conforme os modelos realistas do século XIX, ditados pela Academia Imperial de Belas-Artes, no Rio, onde estudou. Algumas obras do artista, que foi um dos mais notáveis pintores acadêmicos do Brasil, destacam-se por tematizar importantes fatos históricos, como o grito do Ipiranga, em
Independência ou Morte
, de 1888, com dom Pedro I no centro da obra, e
Tiradentes Supliciado
, de 1893. Com seus 4 metros de altura e quase 8 de comprimento,
Independência ou Morte
é uma das pinturas brasileiras de maiores dimensões e fica em exposição permanente no Museu Paulista.
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
Almeida Júnior (Elaine Dias)
A
grande originalidade ao utilizar a temática regionalista tornou
Almeida Júnior
(1850 - 1899) um dos principais nomes da pintura do século XIX no Brasil. Telas como Caipira Picando Fumo (1893), Amolação Interrompida (1894) e O Derrubador Brasileiro (1879) são exemplos de algumas de suas obras-primas, que abordam o cotidiano do homem do interior paulista segundo uma estética realista. Apesar de ter estudado na Academia Imperial de Belas-Artes, o artista se destaca por fugir das fórmulas universalistas da pintura acadêmica. A ele é atribuído um dos primeiros traçados modernistas no Brasil, sendo elogiado por críticos como Monteiro Lobato e Mário de Andrade.
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sexta-feira, 26 de julho de 2013
Anita Malfatti (Luiza Portinari Greggio)
La Rentrée (1927)
Em 1917, uma exposição de
Anita Malfatti
(1889-1964) chocou São Paulo com obras de marcada influência das vanguardas europeias. A reação mais dura partiu de Monteiro Lobato. No artigo "Paranoia ou Mistificação", o crítico e escritor foi tão contundente, que acabou reunindo ao redor da artista intelectuais como Oswald e Mário de Andrade. Assim, Anita, uma das primeiras pintoras a exprimir no país a sensibilidade moderna, acabaria motivando a Semana de Arte Moderna de 1922, cuja realização se deve em grande parte a esse grupo de amigos. Não por acaso, a autora de quadros célebres como A Boba e O Homem Amarelo, ambos de 1915, seria considerada a pintora-símbolo da defesa do Modernismo no Brasil.
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quinta-feira, 4 de julho de 2013
Lasar Segall (Vera d'Horta)
Marcado pela condição de emigrante,
Lasar Segall
(1891-1957) foi o principal artista da vanguarda europeia a viver no Brasil, onde criou grande parte de sua obra. Nascido na Lituânia, viveu os anos de formação em Berlim, onde se tornou um mestre do Expressionismo alemão. Nessa fase, representou todo o pessimismo de uma sociedade em decadência e, por seu tom crítico, foi incluído na mostra Arte Degenerada. A exposição, organizada por ordem de Hitler, apresentou trabalhos contrários ao ideário nazista. Em 1912, expôs em São Paulo, onde sua arte aos poucos se adequou à cultura brasileira - e em cores claras e luminosas Segall retratou mulatas e verdes paisagens.
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sexta-feira, 31 de maio de 2013
Di Cavalcanti (Lygia Eluf)
Ao retratar pescadores, sambistas, trabalhadores e especialmente mulatas,
Di Cavalcanti
(1897-1976) fez da reflexão sobre a cultura brasileira o ponto central de sua obra. Com um universo visual denso e poético, caracterizado por uma sensualidade exuberante, aliou marcas das vanguardas artísticas europeias a uma temática nacionalista, tornando-se um dos principais nomes do Modernismo brasileiro. Grande agitador cultural, desempenhou importante papel na organização da Semana de Arte Moderna de 1922 e na fundação do Clube dos Artistas Modernos, em 1932, além de contribuir regularmente para o debate de ideias na imprensa, com sua prosa irônica e fluente.
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